“ De acordo com as leis do Feng Shui, o lugar que atrai a água é o melhor, seguido do lugar que capta vento.”
Guo Pu (276-324)
O significado literal de Feng Shui é Vento e Água; a interecção destes dois elementos é a descrição ideal para a energia vital, denominada de Chi, Qi ou Ki. O mais antigo documento onde surge a expressão pela primeira vez, é o Zang Shu ( o Livro dos Enterros), escrito pelo historiador e escritor chinês da Dinastia Ji, Guo Pu.
Porém, para abordar as origens do Feng Shui devemos recuar préviamente a pesquisa de antigas civilizações – para além da China - como Egipto ou Índia, a título de exemplo. Se analisarmos com mais exactidão, todos conhecemos vários exemplos de processos de engenharia simples, devidamente estruturados, para influenciar sensações. Ao longo dos anos, as pedras foram utilizadas – acredita-se – como antenas para recolher e distribuir a energia do céu e da terra, carregando e vitalizando as áreas envolventes. Um exemplo sobejamente conhecido é o monumento megalítico da Idade do Bronze, Stonehenge, em Salisbury, no Sul de Inglaterra. Toda a estrutura foi projectada para que a radiação do sol nascente se direccionasse para o centro, intensificando o efeito conjunto. As grandes pirâmides do Egipto e os templos astecas da América Central foram concebidos para concentração e combinação das energias naturais do planeta Terra, armazenando-as nas suas câmaras centrais. Mais uma vez – assim como nas nossas casas - as aberturas que incentivam a luz solar permitem a sua invasão ao núcleo de um espaço. Os povos antigos tinham um grande percepção face nosso conhecido Sistema Solar, estudando reacções naturais para cálculos de equinócios e solstícios; eram importantes dados astronómicos numa época em que o sector primário fazia sobreviver as populações – as épocas de mudança de estação eram primordiais para essas mesmas culturas de subsistência. E as construções eram reflexo dessa mesma procura de dados: o sol deveria concentrar toda a sua força nas estruturas quando se sentisse o seu maior pico.
Foi na China que o Feng Shui moderno se potenciou como pensamento. Conceitos como Chi - a energia vital (uma subtil carga de energia electromagnética que falaremos mais tarde), Yin e Yang, Trigrama e os Cinco Elementos, derivam de correntes de pensamento filosófico chineses; numa relação milenar, estes tópicos interligam-se na tradição chinesa de cura, desde a sua filosofia, astrologia e artes marciais. Praticantes de Acupuntura, Tai Chi Chuan e Kung Fu, já familiares na sociedade ocidental, aplicam esses mesmos princípios para assuntos diferentes.
O filósofo (e mais tarde imperador) Fu Hsi criou o conhecido Ba Gua ou Pa Kua, um diagrama octogonal, peça fundamental de orientação de energias num espaço quando se trabalha o Feng Shui. Fu Hsi foi, portanto, o pai do Feng Shui que conhecemos agora.
Como muitas outras antigas formas de experiência energéticas, o Feng Shui foi inicialmente aplicada a cemitérios. Ao longo do tempo, alargou-se para a construção de casas e edifícios, assim como espaços verdes – que a China nos habituou com imagens de perfeita sintonia da Natureza com o Homem. Durante largos anos, foi prática secreta de uma elite - e restrita para as massas. Durante o período comunista chinês, após a Segunda Guerra Mundial, o uso do Feng Shui foi reprimido, paradoxalmente florescendo em países vizinhos como Japão, Hong Kong, Taiwan, Singapura, Malásia e Coreia.
Chega agora aqui, a nós, numa prática já desenvolvida em todo o Mundo. Aurora Feng Shui propõe-se a isso mesmo: ajudar, com uma perspectiva milenar e alternativa, ao equilíbrio das forças benéficas da Natureza em todos ambientes que nos envolvemos: desde a nossa casa, o nosso local de trabalho, o nosso negócio, a nossa varanda, o nosso jardim.
Vamos a isso?